sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O que temos para hoje? (Momento divã)


É tão incrível a capacidade que tenho de viver as coisas intensas, me sinto mais uma vez traída pelos meus sentimentos, é hoje resolvi não culpar o destino, o coitado já está cansado ser sempre o culpado do que me acontece.  Hoje, demarcado por tantos “agoras”, tantos momentos, tantos desejos, e por meio de tantas elucubrações que me pegam durante o dia, me vi pensando o seguinte questionamento: O que temos para hoje?
-Meu desejo era responder com um relato bem detalhado de uma incrível noite, ter escrito para vocês que hoje foi a melhor noite, que me produzi daquela determinada forma, saí para aquele querido lugar, com aquela pessoa especial, compartilhando momentos sublimes. Infelizmente ao avesso de tudo que acabei de relatar, estou eu aqui, com o velho pijama, meia, pantufa, segurando a bela xícara de achocolatado, debruçada sobre vários livros, com aquele fundo musical que só pessoas solteiras ou traídas bem sabem, pra completar a maravilhosa noite, estou eu acompanhada no msn por uma pessoa que talvez não fosse a tão esperada, mas é a que encontrei no momento. Talvez não seja tão ruim, afinal estou preservada de me acontecer os mais terríveis acontecimentos e cá entre nós não sou tipo de baladeira, mas curto uma saída entre amigos, porém hoje o que teremos será isso, uma incansável conversa pelo msn, livros, achocolatado e o fundo musical exclusivo do querido repertório. Aproveitar que os meninos estão comportados.
-Bom, minha noite não foi tão diferente tirando a parte do achocolato e livros (rsrsrsrs). A verdade é que nesta noite percebi algo novo, um sentimento novo. Desde então desejei estar ao lado da pessoa especial, torcendo para que o momento vivido –no imaginário- se eternizasse. Almejei sair pra curtir a noite, afinal o tempo passa tão depressa e com ele os anos se vão, mas não tive forças para me levantar da cama e deixar pra trás aquele “momento perfeito”. O que me restou foi o eterno conflito entre minhas instâncias psíquicas: ora o supergo tá no poder ora o id bagunça tudo e no meio dessa briga o pobre ego tentando amenizar toda a situação, afinal ele é quem sofre diante dessas brigas.   
- Putz! Nunca me sentir tão submersa de mim, onde o espelho que se reflete distorcida imagem das minhas angustias, reverte para uma configuração jamais vista, porém fácil de ser caracterizada. Por muito tempo tive medo, dos assustadores caminhos que me levavam à um neblinado futuro, todas as circunstancias demonstravam minha perenidade, mas dessa vez eu me vi dando a rasteira nele, umas vez aprendido nunca esquecido, e como esquecer de todos tropeços acometidos, mas hoje me permitir não pensar em toda essa estrutura, por um dia me quis sentindo que eu poderia parar o tempo, apertar o replay para todas lembranças boas e o delete para as ruins, que eu poderia salvar aqueles que se perderam no caminho e que hoje já não posso nem crê no retorno, que eu poderia enfrentar os mais terríveis monstros dos meus piores pesadelos, que poderia desejar e ser realizada pelo desejo. E hoje, deixei ser levada pelas minhas mais dramáticas e impossíveis fantasias.

sábado, 6 de agosto de 2011

COMEMORAÇÃO



Há um ano atrás encontrava-nos inspiradas e criamos um blog. Decidimos naquele dia que nossos pensamentos, desejos, sonhos, tristezas... seriam compartilhado com os amigos, colegas, conhecidos, desconhecidos através do blog Gossip Girl.
Tudo surgiu pra expor nossos meros devaneios, às vezes nosso, dos outros, mas que no fim todos acabavam se encontrando com uma palavra ou pequenas frases descritas em cada texto postado.
E hoje estamos aqui comemorando um ano de muitas alegrias, tristezas, choros, risos, das mais variadas sensações e emoções provocadas pelas leituras e também no processo da escrita, é claro que neste dia não poderíamos descartar os agradecimento a todos que seguem, visitam e indicam este blog.
Então, lá iremos nós aos agradecimentos. Bom, apesar de elucidar em cada palavra descrita neste texto, o quanto estamos felizes por nosso blog e por ter feito tanto bem há tantas pessoas, quero pontuar que esta comemoração talvez não implicasse um significado se não fosse à presença de cada rosto estampado ao lado direito da pagina, sim meus queridos, quero imensuravelmente agradecer a todas as leituras, comentários, criticas que todos fizeram e com isso complementaram a nossa pagina.

                              

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eu serei

Concepções diversas possuo do futuro, um dia acordei com uma imensa certeza de que aquilo era realmente o que eu sempre quis, até que no entardecer apareceu-me algo que me provou o contrario, esperanças irradiaram sobre a janela do meu quarto, fontes de virilidade se apresentaram após o sofrimento, tudo me levava a crê no final dos dias nublados, só não sabia que era só uma tarde ensolarada passageira, ao qual elucidava todo aquele falso cenário que de certo modo prendia minha atenção. Costumava me aprisionar em meus pensamentos no passado de atormento, que aprenderam com o tempo singularizar em arquétipos, desconhecidos pelos principais personagens constituintes da cena, reconfigurados pelas inseguranças que um dia tornaram-se afirmações mais que necessárias, emblemas me expuseram aos piores formas de aprendizagem, tive que aprender lições pelo modo mais difícil e cruel, porém eles propagaram minha capacidade de suportar as peripécias propostas para aprovação de cada etapa da vida.  Exceção foi uma palavra inventada para trapacear a realidade, e engrenar o lúdico, o nosso grande ser fantasioso, é tão fácil aprimorar gestos, atitudes que demonstram a verdade sobre o que esta se passando, mas pra ingestão ser mais fácil e menos dolorosa apegamos na existência de uma exceção, na qual me faz companhia. O velho drama presencia os embates dos leões de cada dia, que suscitam os desejos adormecidos que aos despertarem escandalizam toda a veracidade, fazendo belíssimos contornos emotivos no eu conflitoso, preestabelecido pelas razões, medos falcatruam todo encorajamento da mudança, escancaram as breves ironias do destino carimbadas em nosso passaporte de um inconsequente ditado, cujo significado confunde a mente. Encontros e desencontros que acabam me perdendo pelos finais de tuneis de minhas lembranças arquivadas pelas gavetas do meu passado, sentidos que busco em cada conferencia refletida no espelhos sombrios, confrontando meus erros, forçando aos acertos, mas tudo não passa de meras decisões ou trilhos que eu escolho seguir. Pretendo ser tudo aquilo contrario aos planos arquitetado pelo outros, afinal quem decidirá o que serei está em eternos conflitos no campo da minha cabeça.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CHANGE


 
    Palavra bastante necessária, traduzida para o português “Mudança”. Ela esteve sempre presente em minha vida tanto concreta quanto abstrata, não sei vocês, mas sempre me apeguei a esta pequena palavra que tem uma função bem perspicaz. Sabe de uma coisa nunca imaginei o quanto ela fez em minha vida, mas olhando um pouco pra trás e ao vê o meu rastro pelo caminho percebi o quanto ela se fez presente e ainda faz. Gostaria de possuir alguma magica para fazê-la desaparecer, por pior que ela seja, faz-se necessária e precisa, nos causa dor, mas faz parte da transformação.
    Sempre a conhecemos juntamente com a conhecida história do casulo, aquela na qual você aprendeu ainda criança de que uma lagarta vira borboleta, pois por mais simples que esta palavra possa parecer, ela provoca muito mais do que apenas um passe lúdico, mais do que sua própria entonação ou significado.
    Devo ser corajosa ao enfrenta-la, ela trás consigo outras palavras como: decisão, já que pra ter a mudança você precisa decidir se você continuará se lamentando pelas coisas ou irá optar pela mudança, podendo ser ela pra o seu melhor ou o seu pior, a questão é que não sabemos o quanto isso irá nos afetar, tudo acontece em frações de segundo. Tudo que pudesse querer era não ter que tomar uma decisão para a mudança, ela acontece imutavelmente em cada etapa da minha vida, cada dia é preciso renascer de algo novo e por mais difícil que pareça optei por coisas bastante imprevisíveis, aderi à forma da qual deva parar de lamentar por tudo que acontece, para não andar mais em círculos, para que eu não precise sempre passar pelo começo, tomei a decisão de caminhar, seguir em frente, apesar dos acontecidos, tudo é relutante, mas é preciso e talvez isso seja a parte mais peculiar de todas. Ao escrever, lembrei-me de uma breve discursão religiosa à respeito da adoração de santos, antes de tudo não quero tomar partido em relação a nada, mas foi algo que aprendi e achei interessante, desde pequena aprendi que pessoas eram loucas por adorarem imagens, mas com o passar do tempo aprendi que não, aprendi uma vez que na verdade eles não adoram as imagens e sim lembram dos feitos daquelas pessoas, seria como encorajamento diante de suas próprias lamurias, sofrimentos. Lembrei-me disso, porque vejo o processo da dor como isso, ela faz parte porque na próxima que viemos a passar nos faz lembrar  que podemos, que somos capazes de passar por um outro sofrimento por mais dolorido que ele seja, estranho dizer tudo isso, te confortar com todas essas palavras, sendo que na prática tudo torna dissolúvel, na real é que perante a dor o sofrimento, ninguém terá cabeça de lembrar de nada, mas terá uma pequena parcela de se sair daquilo dali, porque foi apreendido que é possível sair.

domingo, 17 de julho de 2011

Ironias


Ai que saudades do tempo de criança. Naquela época tudo era maravilhoso: estar na casa da avó aos domingos, brincar na rua de pique - esconde, correr na praia, andar de bicicleta... eram inúmeras delicias os momentos vividos. Havia também os momentos em que uma coisa simples te arrancava um choro doloroso, um trovão era motivo pra correr pro colo do papai, um arranhão arrancava um suspiro de dó da mamãe.
O tempo passou, foi chegada a adolescência. Fase complicada: primeiro amor, primeiro beijo, primeira desilusão; desilusão essa que te fez chorar por dias dizendo a todos que não era nada; construção de amizades verdadeiras e aquelas também que julgávamos ser pra sempre, mas que foi desfeita num passe de mágica: não era verdadeira.
Diante da saudade do passado vem o desejo de construir uma máquina do tempo para retornar aos momentos perfeitos da infância, mas num instante cai a ficha e lembro-me que esse desejo de viajar no tempo vem desde criança. Naquela tenra idade meu desejo  era conhecer o futuro, ficar adulto porque naquela época não sabia que ali era o melhor lugar, ali na casa da vovó, no colo do papai, nas brincadeiras inocentes. A saudade aperta na medida em que as coisas se complicam mais, quando os domingos são monótonos, quando já não podemos mais correr pros braços de nossos pais, quando a vida é severa demais e já não se pode mais chorar um choro doloroso, nem se esconder debaixo dos lençóis como costumávamos fazer quando o trovão era muito forte. 

terça-feira, 28 de junho de 2011

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